É tão assustador o que sinto. Me percebo ansiosa, buscando seu olhar, seu sorriso, seu toque, e ainda assim nada! Sua distância tem me incomodado um pouco, sei que é necessário, pois todos temos nossos momentos de solidão. Mas porque? O que foi que eu fiz? Apenas olhei-te e amei-te. É difícil entender o coração...Sorrio e tremo ao mesmo tempo, quando de repente te encontro e sem perceber, me vejo te contando coisas de minha vida, que me são muito particulares, que poder é esse que me domina? Quanto tempo faz que te conheço? Dois meses? Mais? Parece que viemos de outra encarnação, temos tanto em comum e ao mesmo tempo, nada. Nossas afinidades, também são nossos desafios. Me preocupo, pois temo a hora da separação, porque ela vai chegar, eu sei disso. Talvez, ela doa mais em mim do que em ti. Talvez, continuemos a nos falar, a nos ver, a sermos amigos, ou apenas conhecidos, e mesmo assim, uma sombra se põe sobre mim ao imaginar sua ausência. Nosso companheirismo, nossas risadas, nossas piadinhas, mesmo as sem graça, os sorvetes tomados ao final do dia, enfim, tantas lembranças que já vou guardando como um tesouro e não quero dividir com ninguém. Escrevo aqui, pois acredito na inocência do olhar, do poema, da canção, da solidariedade, do carinho despojado, da amizade conquistada. Sim, a amizade é uma forma de amor, e é nisso que vou me apegar, depois que você se for. Até breve!
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