sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Faltam palavras...


O silêncio me faz pensar...É difícil não ter o que dizer, é extremamente desconfortável não ter assunto, ficar mudo aguardando o que o outro tem a expressar, manifestar, exprimir...Tento não atropelar as coisas, porque sei que tudo tem sua hora e todas as pessoas tem seu momento, mas percebo a falta de afinidade, de jeito, de semelhança ou de assuntos em comum para ter o que dizer...e isso só deixa mais claro pra mim, o quanto somos diferentes! O quanto eu tenho que aprender e ceder pra me aproximar, mas será que estou disposta a isso? Será que quero mesmo deixar minha liberdade de lado e me prender a alguém tão diferente de mim. Conheço muitas pessoas, sou amiga de todas elas, adoro viver ao ar livre, sou dona do meu destino, tenho o direito de ir e vir, sem dar satisfação a ninguém, e isso me torna totalmente independente. Será que quero trocar tudo isso, para dar conta a outra pessoa de todos os meus passos, o que fiz ou deixei de fazer? Penso que serei tolhida em minha forma de viver e pensar e isso não me agrada. Não gosto de ter que mentir, ou fingir algo. Ter que esconder-me, não escrever ou não dizer exatamente o que quero por medo de alguém ou simplesmente porque não é o momento. Não, definitivamente não quero isso pra minha vida. Ser livre é a ordem principal da minha vida e não vou abrir mão disso. Quero continuar sorrindo, amando, aprendendo, sofrendo e me libertando, quantas vezes forem necessárias, pois acredito num amor libertador, que tudo suporta, tudo crê e tudo espera. Mas também acredito na força que cada ser tem dentro de si, de mudar seu próprio destino e construir a sua história. Não vou sofrer, é um direito meu! Até breve!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Dignidade


Trabalhar, se sentir útil, exercer um ofício, prestar serviços, pegar no pesado, trampar! Quantos sinônimos para dizer algo que nos torna dignos e tras conforto, segurança e amor próprio. Como é bom saber que somos úteis para as pessoas, que o nosso trabalho ajuda a construir algo (pode ser concreto ou abstrato), o importante é a colaboração em si. Claro que tem seus percalços como levantar mais cedo, pegar transporte público nem sempre adequado e eficiente, com chuva ou sol, mas as recompensas também são muitas como conhecer lugares e pessoas diferentes, cada uma com sua caracteristica propria, ter seu contra-cheque no final do mês, fazer o que quiser com ele, ou ao menos pagar as dívidas e fazer outras. Colaborar em casa, com a família, comprar aquela roupa, livro, perfume, cd, sei lá o que, mais que especial. Fazer seu próprio gosto! Presentear alguém, trazer alegria pra alguém, partilhar. Existem muitas formas de trabalho, tem os artistas que utilizam suas próprias mãos para criar seus trabalhos geniais, outros utilizam a ferramenta cabeça, outros ainda pé ou o corpo todo, enfim, trabalhar seja de qual forma for, só tras grandeza de espirito, elevação moral e satisfação pessoal. Gostaria que todas as pessoas quisessem e pudessem trabalhar, para sentirem o quanto são importantes para o mercado de trabalho, para a máquina que faz o mundo girar que é o capitalismo, mas acima de tudo, para se apropriarem de sua dignidade. Até breve!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ponto final!


Ando pensando muito numa história que nem começou, mas que precisa de um ponto final. Sim, é necessário acabar algo que não iniciou, pra ter a certeza de que não fará nada impensado, ou indesejado. Ferir-se ou ferir o outro, mesmo que sem querer, é inevitável no inicio de qualquer relação, para que se deixe claro, exatamente o que se quer. Mas o pior de tudo, é o silêncio. Prefiro sofrer, sorrir forçadamente, falar aleatoriamente, mentir descaradamente a ficar no silêncio, pois ele me incomoda. Às vezes, imaginamos estar apaixonados, ligados de alguma maneira a alguém e de repente descobrimos que não estamos, que era apenas idealização, carinho mútuo, afinidades afloradas, sensualidade exagerada. É melhor esquecer, dizer eu me enganei, do que ficar em dúvida e assumir atitudes de indiferença, pois eu suporto qualquer coisa, menos a indiferença. Não sou e nunca fui indiferente à você, mas sempre tive cautela, precaução e dedos pra me aproximar, sem te magoar, ferir, agredir, nem que fosse sem querer, porque fazemos isso, sem querer, mas fazemos. Ficar à espera de uma reação, gesto, palavra, sinal é muito ruim. Por isso estou desistindo, estou colocando um ponto final nessa história sem começo. Para que não haja arrependimentos mais tarde, pois sabemos o quanto pode ser perigoso para ambos. Melhor assim, ainda seremos amigos, ainda riremos de tudo isso, desse rompante que achávamos ser Amor, mas que não passou de ilusão...Fique em paz, pois eu estou! ATé breve!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Quarentas!



Amei chegar nessa idade tão redonda e até parecida comigo. Uma data de maturidade, de novos conceitos, de novas exigências, de abandono de coisas passadas, de novas etapas, de grandes reeencontros consigo e com o outro. Tenho amigos maravilhosos que partilharam comigo essa data, não bastasse ligarem para desejar parabéns, ainda compareceram em massa para festejar comigo, afinal não é todo dia que se celebra uma data tão pronta! Faltaram outros, que amo da mesma forma, e por seus motivos pessoais ou imprevistos não puderam comparecer, mas valeu da mesma forma! Revendo as datas passadas, os sorrisos, as lágrimas, as bobagens ditas, e outras silenciadas, percebo o quanto é importante estar ao lado de quem amamos. Senti falta de pessoas que me são amadas e que não estavam comigo, do meu lado, mas o lugar delas estava lá a espera da chegada. Infelizmente os momentos que nos reunimos para celebrar a vida são tão raros, nem sempre deixamos nossos afazeres para estar junto de quem queremos bem. Espero comemorar e bebemorar muitas outras datas junto com meus amigos, e também com eles, dizer o que sinto, apresentar minhas idéias, meus costumes e manias. Porque os amigos nos conhecem e sabe quando estamos de bem com a vida ou não. O ano de 1970 foi especial, pois nasceram pessoas maravilhosas nesse ano. Quem sabe até o fim do ano, não reunimos as "quarentonas" especiais do ano e festejamos a caráter tudo que quisermos? Uma idéia que devemos amadurecer e equilibrar em nosso orçamento anual, para sim, celebrarmos, afinal não é sempre que nos reunimos em torno de uma data MARAVILHOSA como essa. Obrigada por vocês existirem e fazerem parte da minha vida desde sempre. Até breve!