
Educar vem da palavra latina "educere", que significa "tirar de dentro". Ser educadora é não ver no aluno a pedra tosca e desigual que está lá, mas a obra de arte que se esconde dentro de cada um deles. É entender a missão de educar, como aquela que limpa as asperezas, a curar as machucaduras, contribuindo para aflorara e se manifestar o ser maravilhoso que todos carregamos potencialmente. Como muda a relação educativa quando cada mestre se põe diante dos alunos com a firme convicção de que todos são verdadeiras obras de arte, diferentes, irrepetíveis, maravilhosas! O educador tem uma irrenunciável missão de parteiro da personalidade, de escultor de corações. É alguém que entende e assume a importancia de sua missão, consciente de que ela não se esgota em transmitir conhecimentos ou propiciar o desenvolvimento de determinadas habilidades e destrezas, mas se dirige a formar pessoas, a ensinar a vivier com autenticidade, com sentido e projetos, com valores definidos, com realidades, com incógnitas e esperanças. Ensinamos frequentemente aos alunos a apreciar e admirar as obras de arte, as genialidades literárias, os prodígios da ciência...Não há nenhum mal nisso, mas não nos esqueçamos de ensinar-lhes que cada um deles é uma obra de arte infinitamente mais maravilhosa do que todas as genialidades dos artistas. Isso foi muito bem compreendido pelo menino Calvin, que, diante da pergunta de sua professora: que pediu aos alunos que lhe dissessem algum prodígio ou algo maravilhosos que não existisse vinte anos antes -, ele respondeu: EU PROFESSORA! MARAVILHOSO, simplesmente. Até breve.
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